Em dez anos de governo o PT viu renunciar os seus principais ministros, que caíram sob os escombros da corrupção política. Escândalos como o mensalão, dólares em cueca, propinas de deputados, queda de governadores, estes fatos levam a perguntar: Que povo é esse que vê a corrupção dos políticos como sendo parte natural do DNA da política, e que classifica o problema como sem solução?
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O povo acostumou-se a ver a desonestidade, demagogia e hipocrisia dos governantes com naturalidade. Se sentem cercados por corruptos e de fato reclamam, mas a maioria das vezes essas reclamações são infundadas, levadas em tom de escárnio ou sarcasmo, produzindo um vazio entre o que de fato é reclamar e ação, tornando-a sem sentido. O que caracteriza o silêncio é a falta de atitude contra a corrupção, isso, aliado a inércia, abre as portas para mais corrupção. Nesse sentido o silêncio se converte na forma mais fraca de consentimento.
Diante desses fatos percebe-se que o brasileiro perdeu o foco, o bem comum não é prioridade e que ‘causas’ que levam milhões de pessoas às ruas como a “passeata do orgulho gay”, “marcha para Jesus” e a favor da “liberação da maconha” ou a lotarem estádios de futebol em busca de uma vitória fútil, nisso é evidente que tais ‘causas’ são mais importantes que o bem maior de todos.
Empresários, jovens, trabalhadores e estudantes, até agora não apresentaram a menor reação à corrupção política, mesmo diante de fatos orgulhosos escritos nos anais de uma história recente contra a ditadura militar e luta pelas diretas exigindo a democracia do voto e em seguida o impeachment do presidente Collor de Mello.
Até um dos principais ícones dos protestos contra a ditadura – a música – bem no nosso tempo se calou. Não se vê bandas cantando “Prendam os corruptos” como de outrora, onde temos numerosos exemplos do período dourado do Rock brasileiro e MPB.
Vemos que, o que é realmente massacrante não é a corrupção em si, mas sim o silêncio do povo brasileiro. Dessa forma temos algo mais perigoso para nos preocupar – o silêncio. Esse gera a corrupção que encontra no Brasil o seu habitat natural. A nossa falha é o fortificante da corrupção, nossos erros, suas vantagens.
“O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons.” Martin Luther King
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Por Irineu Magalhães
08:58
Irineu Magalhães

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