A farsa Che Guevara:
Por favor, quem nunca usou uma boina, camiseta, boné ou ao menos pensou em usar qualquer objeto com a face ou o nome do super-herói chamado Che Guevara levante a mão! Normalmente o tal admirador tem ideais libertários, prega a paz e o amor, mas claramente se contradiz quando se idealiza com assassinos como Che Guevara, como pode ser observado abaixo.
O símbolo da revolta latina desfila em carros, chaveiros, coturnos, está em letras de músicas de protesto, filmes, etc. Che Guevara é nome de praças, ruas, escolas, ong’s, sindicatos, etc. Em fim, recebe as mais célebres homenagens que um super-herói poderia desejar, mas será o que o hermano é digno de tanta simpatia? Como dizem por aí: “Quando a esmola é muita até o santo desconfia”, neste caso o ditado cai como luva.
Leandro Narloch e Duda Teixeira no seu livro: “Guia politicamente incorreto da América Latina” diz que todo esse assédio que envolve Che foi plantado, coisa inventada. Certamente nas reuniões secretas de partidos comunistas, de milícias ou até mesmo nos palácios dos governos alguém teve a brilhante ideia de se criar um herói, claro, o povo precisa de heróis e a partir dessa filosofia rudimentar levantaram estátuas ao mais célebre Latino americano. Então nas mais remotas vilas, envolta do fogo, anciães deixavam os mais jovens com o espírito enaltecido contando estórias do guerrilheiro Guevara. Nasceu então o glorioso Ernesto Guevara, líder nato, ostentando uma estrela solitária na boina guerrilheira, pregando o amor, a paz, a igualdade, defensor dos fracos e oprimidos... Óbvio, nessa época ele já havia morrido há muito tempo, só existia nas estórias de simpatizantes comunistas espalhados pela América Latina.
As verdades vão além das expostas pelos brasileiros acima, há pouco tempo Humberto Fontova lançou o livro juntamente com documentário em DVD intitulado: “O verdadeiro Che Guevara – e os idiotas úteis que o idolatram”. Fontova é contundente, irônico e carrasco, utilizou-se das mais diversas fontes de pesquisas, escritas e orais, especialmente de ex-camaradas da fase “Viva a revolucion”. Só para documentar: Fontova é cubano de nascimento e como milhares de seus conterrâneos instalaram-se nos Estados Unidos fugindo do Regime autoritário de Fidel Castro e Che Guevara.
| Guevara em discurso |
O Hermano Che veio de família burguesa Argentina, adepto do comunismo Marxista, era por formação médico, abandonou o serviço militar do seu país para perambular pelo mundo em busca de aventuras. Aliou-se aos guerrilheiros cubanos liderado por Fidel Castro na década de 1950, que lutava contra outro ditador cubano até então no poder, Fulgêncio Batista. Diga-se de passagem: Fidel Castro antes de ser o homem em que mais tempo esquentou o trono como ditador em toda história da humanidade, tinha ideais democráticos, pregava a liberdade, o pensamento livre. Sua guerrilha foi financiada por empresários cubanos, e pelos Estados Unidos, por diversas vezes, antes de se mostrar, deu entrevistas a mídias estadunidenses.
| Mísseis soviético em Cuba |
Aliando-se a causa de Castro, e em posse de uma metralhadora, Che Guevara descobriu sua verdadeira vocação, deixou um rastro de sangue por toda a Cuba, em vilas, cidades, por onde passava deixava a sua marca vermelha, durante e depois da guerrilha. Pelo menos constam nas costas de Guevara 144 mortes e inúmeras prisões arbitrárias, torturas e os mais diversos atos de crueldade. Em 1959, depois da queda de Fulgêncio Batista, mesmo antes do então chefe de estado Fidel Castro assumir postura comunista, Guevara já “educava” guerrilheiros a impor força repressora, formando as forças armadas da ilha Caribenha, a base militar foi formada por companheiros de luta, como o Soviético Ciutah. Essa escola viria ser pouco mais tarde a coluna vertebral da ditadura que até hoje perdura.
Com a base fortificada, formada por Fidel e Raúl Castro, Che Guevara e outros nomes, foi declarada a posição do então governo “democrático” de Fidel: Comunistas. Os primeiros atos foi a perseguição às pessoas contrárias ao regime, como músicos, partidos políticos e todos que não concordavam com os ideais comunistas. O Rock que florescia nas canções de protestos dos jovens, foi um alvo fácil para as forças opressoras cubana lideradas por Guevara. O líder opressor não fazia questão de esconder seu ideal maquiavélico, pelo contrário usava os meios de comunicação para promovê-los. Em reuniões e entrevistas inflamava o discurso quanto ao que esperava dos jovens: “Disciplina e obediência”. A ideia era fazer uma lavagem cerebral na população, a lavagem do “sim senhor” com a cabeça baixa, abnegando todo individualismo humano em detrimento ao estado.
Guevara e Fidel Castro
Foi iniciativa e fundação do próprio Che Guevara o primeiro campo de trabalhos forçado de Cuba. Previa perseguir, prender e reeducar os jovens então considerados indisciplinados pela ditadura, em dez anos foi encarcerado mais de 30 mil jovens, que trabalharam gratuitamente para o estado cubano, com cargas horária altíssimas. A intolerância era contra todo homem, independente da idade, que não se simpatizasse com a filosofia do “homem novo”, desapegado dos males do capitalismo, pregada por Guevara. Nisso foi incluso religiosos, católicos, protestantes, adeptos do candomblé, gays e até portadores de doenças venéreas e todos que fosse considerado imoral.
Entre as 144 mortes atribuídas ao guerrilheiro Che Guevara, esta é macabra: Uma família cubana foi exterminada por Che, restando apenas um menino de 14 anos, esse foi preso no quartel de La Cabanã, sob acusação de defesa à família. Relutava com bravura, em fim foi colado no paredão para ser fuzilado com o comando de Che Guevara, mas não aconteceu o fuzilamento, Che Guevara interveio, o garoto esbraveja e ofendia a todos inclusive Guevara, então Che rodeou por detrás do garoto, e sussurrou ao seu ouvido: “Garoto valente, parabéns” logo em seguida com a pistola apontada ao seu crânio disparou contra o menino.
| Olhar matador |
Em um dos seus discursos disse:
"O ódio como fator de luta, o ódio intransigente ao inimigo, que impulsiona para além das limitações naturais do ser humano e o converte em uma efetiva, violenta, seletiva e fria máquina de matar. Nossos soldados têm de ser assim: um povo sem ódio não pode triunfar sobre um inimigo brutal.
Há que levar a guerra até onde o inimigo a leve: à sua casa, seus lugares de diversão, torná-la total. Há que impedi-lo de ter um minuto de tranqüilidade, de ter um minuto de sossego fora dos quartéis, e mesmo dentro deles: atacá-lo onde quer que se encontre; fazê-lo sentir-se uma fera acuada onde quer que esteja..."
| Guevara na ONU |
Em 1962 o mundo quase foi cenário de uma terceira guerra mundial sendo essa nuclear, entre as potências Estados Unidos e União Soviética, o palco seria Cuba, onde os soviéticos armaram os seus mísseis e toda artilharia contra o inimigo. Guevara e Fidel foram os principais protagonistas, onde insuflavam os soviéticos contra o inimigo imperialista, foram dias de turbulências vividos pelo mundo da época. Por sorte através de organismos internacionais de paz conseguiram abaixar o fogo dos soviéticos atiçado por Guevara, depois de muita diplomacia, a União Soviética desmanchou o acampamento desarmando os mísseis levados de volta para casa. Guevara e Fidel não gostaram nem um pouco da “covardia” dos aliados. Irado ofendeu publicamente o líder Nikita Kruschev de “Bundão, cagão e filho da puta”.
Em 1964 numa conferência geral das nações unidas em New York Ernesto Guevara discursou diante do mundo quando perguntado sobre os fuzilamentos em Cuba.
“Fuzilamentos? Sim, temos fuzilado. Fuzilamos e seguiremos fazendo isso enquanto for necessário. Nossa luta é uma luta de morte”.
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| Beth Carvalho exibe orgulhosa retrato de Che |
A ignorância pela maioria esmagadora da população destes fatos, levam em conta apenas a raiva contra os norte-americanos que identifica a idolatria cega ao ditador Che Guevara. Fontova, em seu livro explica: "Engodo e muita fantasia também o explicam, tudo alimentado de um antiamericanismo implícito ou explícito". Os fãs de Guevara levam em consideração apenas o ódio que ele nutria pelos Estados unidos, onde são chamados de imperialistas, de fato os são, mas esquecem das atrocidades cometidas por ele [Guevara], a opressão, corrupção, tortura e morte a todos que iam contra os seus ideais tiranos.
| Maradona exibe tattoo de Che |
Normalmente os comunistas ou simpatizantes expressam-se como sofredores, desapegados de coisas materiais, aproximam-se de Cristo, pregam o amor e a igualdade. Relatos da vida de Guevara provam o contrário. Terminada a revolução, foi morar na maior mansão cubana, na cidade de Tarara à beira-mar com toda pompa e garbo que se achava merecedor. Claro, a mansão fora confiscada pelo regime ditador, de uma família tradicional cubana.
| Che: Foto mais reproduzida |
A foto de Che Guevara mais reproduzida no mundo foi tirada pelo fotógrafo europeu Korda, justamente num dia de tumulto em Cuba, onde ele estava ao lado de Fidel que discursava. O local era uma sacada de um prédio, Guevara parecia olhar para o horizonte infinito. A foto ficou esquecida muito tempo, só começou ser reproduzida depois da morte dele na Bolívia, onde partidos comunistas o fizeram de mártir “da causa” e o mundo começou a idolatrá-lo, logo depois ativistas a imprimiu nas camisetas, depois os jovens metidos a rebelde sem causa propagou por longos anos e hoje é um lucrativo negócio e símbolo de liberdade, contraditório.
A América Latina é um habitat natural dos tiranos e ditadores, países esses alcunhados pelo mundo como república de bananas, coisa que é verdade, um ditador dar lugar a outro, podendo até mudar o ditado para “Ditador morto, ditador posto” o trono é esquentado pelo mesmo ideal e não se muda nada.
Quem manifesta em camisetas, bonés ou mesmo no ideal a vã filosofia de Che Guevara pode muito bem sair por aí vestindo-se com uma estampada o rosto de Hitler, ambos jogaram no mesmo time.
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| Protestos pelo mundo |
Não se iludam com o cara bacana que aparece no filme “O diário de um motociclista” dirigido pelo brasileiro Walter Sales. O filme apresenta Che Guevara como um cara boa pinta, que fala manso, prega a paz, a não-violência assimilando-se ao movimento Hippie do “Paz e amor” da época. É tudo enganação, por traz de comédias como essas tem muito mais coisas do que possamos imaginar, ou o leitor acha que toda essa boa imagem construída em torno de um assassino sanguinário como Che Guevara é gratuita? De forma alguma, os ideais de Guevara estão na moda mais do que se possa imaginar. Para se ter uma ideia observe o cenário político da América latina (inclua nisso o Brasil) Raúl e Fidel Castro em Cuba, Hugo Chavez em Venezuela, Evo Morales na Bolívia, Cristina Kirchner na Argentina e por fim o tão idolatrado partido comunista camuflado de democrático PT brasileiro, que volta e meia mostra suas garras afiadas tentando, por exemplo, censurar a TV, e que se mantêm com dinheiro sujo fruto da corrupção, e ainda dizem “eu não sabia de nada”. O que passa a América Latina hoje é apenas o começo de um plano sórdido, mas isto já é outra história.
| Hugo Chavez, Fidel Castro, Evo Morales, Lula e Dilma Roussef |
Texto: Irineu Magalhães
Fontes de pesquisas:
1-“Guia politicamente incorreto da América Latina” de Leandro Narloch e Duda Teixeira.
2- “O verdadeiro Che Guevara – e os idiotas úteis que o idolatram” de Humberto Fontova
Ambos os livros expressam-se com referências bibliográficas de confiança ou de publicações jornalísticas, televisivas e documentos governamentais Cubano e outros países.
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Irineu Magalhães



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